Muitas vezes sentimo-nos perdidos, outras vezes confusos, outras vezes nem sabemos como estamos. A vida é uma infinidade de emoções, de certezas, incertezas, indecisões, tempos de reflexão, mas muito mais de agir. Todos nós temos diferentes maneiras de olhar para a vida, de enfrenta-la e mesmo interagir com aquilo que o destino se propõe e que seja vivido por nós. Muitas vezes aceitamos aquilo que ele nos da, mas a maioria das vezes não sabemos como lidar com as contrariedades que a vida nos coloca, e que muitas vezes serve para por a prova toda a nossa fé, a nossa força e capacidade de dar a volta por cima. Nós, os seres humanos, somos pessoas de hábitos, de rotinas, que muitas vezes são difíceis de aceitar por nos próprios...pois todos nos gostamos de ser criativos, gostamos de ser diferentes, de sentirmos-nos especiais em relação a todos os outros, porque gostamos sempre de marcar a diferença e acima de tudo gostamos que respeitem a nossa forma de ser, aceitem como nos somos, com as nossas virtudes e os nossos defeitos. Hoje em dia, sinto que as pessoas vivem mais tristes e acomodaram-se a ser tristes, deixaram de lutar pela sua felicidade...parece que é muito mais fácil se queixar e nada fazer para alterar todo o envolvente que provoca toda essa ânsia, essa tristeza e desanimo, e muitas vezes nos esquecemos que a própria mudança, a nossa própria felicidade só depende de nos, de nós aceitarmos as nossas fraquezas, de aceitarmos fazer sacrifícios para obter algo...de sabermos que para ter algo há que saber lutar e há que saber sofrer para obter o algo que tanto desejamos e que quando alcançado, essa conquista jamais será esquecida em nos próprios, pois muitas vezes, só quem luta sabe o que custou la chegar...
Hoje, estou com este desabafo meio filosófico e meio confuso, penso que será próprio de mim, de como tenho vivido estes últimos dias...semanas e até meses, em que vivo num certo período de indefinição ou ansiedade, sinto a minha vida passar a minha frente muito rapidamente, sinto que o tempo é escasso para tudo aquilo que tenho de fazer, mas o que realmente me preocupa é que sinto-me tão desgastado e um pouco desanimado que pouco tenho feito por mim para mudar o rumo da minha própria vida. Tenho tentado ajudar os meus amigos, tentado ouvir e dar bons conselho, e ate ajudado quem mal conheço, pois gosto imenso de ajudar, gosto de sentir que quem me rodeia esta bem , embora muitas vezes as pessoas assim não o compreendam ou tentem ver apenas as coisas por um certo lado, esquecendo muitas vezes, de serem mais abrangentes, de não olharem apenas para o seu mundo e tentar compreender porque certas coisas acontecem, o porque de certas reacções e acções. Mas sinto-me desgastado, sem forças para poder ajudar, sem forças para poder ouvir, embora continue a ouvir e a ajudar, mas sinto que neste momento tenho de me ouvir a mim próprio, fazer como alguém que gostei imenso de conhecer afirma, fechar-me num quarto entre quarto paredes e contemplar o silencio, para que possa sossegar a inquietude que vai em mim e ao mesmo tempo poder falar comigo e descobrir o que se passa comigo...porque se eu não estiver bem, também não estarei bem para poder ajudar os outros...preciso de encontrar algumas respostas que ainda não encontrei, preciso de encontrar em mim a motivação que me falte para lutar por mais, porque sei que consigo muito mais de mim...preciso de ser ainda mais eu, e de afastar uma certa comodidade displicente que deixei que se apoderasse de mim...acho que chegou a altura de eu voltar a dar o grito de revolta para a vida e lutar por aquilo que sou e por aquilo que quero que ela seja...


1 comentário:
Aqui está outro texto cheio de verdade. Julgo que a vida é este equilíbrio de forças, movimento de contrariedades. E o ser humano também tem tendência a complicar ainda mais a realidade.
E sim, querido o tempo é muito escasso. Eu perdi o meu pai há 3 semanas e sinto que a vida se desfez em mil estilhaços. É tempo de repensar muitas coisas.
Posso deixar um abraço?
fica bem
~universosquestionaveis~
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